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Vítor Fraga defende que as cidades inteligentes devem ter as pessoas no centro da sua ação.

O presidente do Conselho de Administração da SDEA – Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores, defendeu hoje, em Las Palmas, Canárias, que “é redutor olhar para as Cidades Inteligentes/ Smart Cities apenas como projetos de desenvolvimento tecnológico ou de aplicação de tecnologia”.

“As verdadeiras cidades inteligentes utilizam a tecnologia como instrumento, ou seja, é um meio e não um fim, para encontrar soluções eficientes para os desafios com que os territórios se deparam, focando-se na resposta adequada aos problemas e anseios das pessoas”, afirmou Vítor Fraga, numa intervenção sobre “Cidades Inteligentes: as Smart Cities na Macaronésia”.

Para o presidente da SDEA, que participa no “II Tech Fórum: cidades e destinos inteligentes”, a convite da PROEXCA - Agência de Desenvolvimento Económico das Canárias, “a melhoria contínua da qualidade de vida das pessoas deve estar permanentemente no centro da ação das entidades públicas”.

Nesse sentido, acrescentou, “devem promover o desenvolvimento de ecossistemas favoráveis ao fomento na inovação e do empreendedorismo”.
As smart cities devem, por isso, frisou Vítor Fraga, “refletir uma opção política de modelo de desenvolvimento, assente na participação cívica ativa e permanente dos cidadãos na gestão do território, na sustentabilidade e numa atitude colaborativa permanente entre entidades públicas e privadas”.

Com vista ao sucesso da implementação desse modelo de desenvolvimento, Vítor Fraga salientou ainda a importância de se “tirar partido da transformação digital em curso e da indústria 4.0”.

O administrador da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores destacou, por outro lado, que as regiões insulares, pelas suas características, “assumem-se como locais de excelência para desenvolver projetos inovadores que respondam aos problemas que se colocam hoje à gestão dos territórios”.

Nomeadamente, sublinhou, questões “relacionadas com a mobilidade, gestão se resíduos, transparência e celeridade na relação dos cidadãos com as entidades públicas, recolha e tratamento de resíduos, gestão sustentável dos recursos, entre tantos outros”.

Vítor Fraga sublinhou ainda que “a existência de mais de 40 projetos Mac-Interreg, em que os Açores estão a participar, dá bem nota da importância que a Região dá a uma atitude colaborativa, entre as várias regiões da Macaronésia, na abordagem e procura de respostas para os desafios com o que nos deparamos.”

No “II Tech Fórum: cidades e destinos inteligentes”, que termina hoje ao fim de dois dias de trabalhos na Casa África, têm sido analisados e debatidos, entre outros temas, o conceito de cidades inteligentes nas estratégias de desenvolvimento.

Paralelamente ao fórum, a organização programou reuniões com diversas empresas da Macaronésia, a fim de promover possíveis colaborações no âmbito da promoção de cidades e destinos mais inteligentes.

2018-10-27


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