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Empresas açorianas apostam nas sinergias
Cinco empresas do setor agroalimentar da ilha Terceira juntaram-se para partilhar os custos associados à exportação. Na primeira fase, a experiência piloto vai apostar no mercado da Madeira.
O que é que o peixe fresco, o queijo Vaquinha, os produtos hortícolas, o bolo Lêvedo ou os doces Dona Amélia têm em comum para além de terem origem açoriana? Atualmente fazem parte de um projeto que aposta na criação de sinergias, com vista à partilha de custos e a derrubar as barreiras da exportação.
A iniciativa partiu da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA) e desde logo contou com o envolvimento da Peixaria Silveira, da Queijaria Vaquinha, da Pastelaria O Forno, da empresa Maria Idália (produtora de bolos lêvedos) e da Avitoste. Cinco até ao momento, mas com planos de envolver outras empresas do setor.
Para já, as expetativas são altas. “Tomamos o exemplo da ilha da Madeira que já tem contatos com a grande distribuição (Jerónimo Martins) e com a rede SPAR (atualmente com 80 lojas, das quais 16 são em S. Miguel, 4 na Madeira e o restante no continente) o que lhes garante o acesso imediato aos supermercados da insígnia em Lisboa”, explica Lara Martinho, administradora da SDEA.
Ao Mercado Alimentar, a responsável adianta que nesta fase inicial, os apoios se têm fixado nas questões administrativas, como a criação de conteúdos para os produtos. Uma fase que rapidamente conduzirá às outras estratégias definidas por esta dinâmica empresarial. “Por intermédio da Loja de Exportação é fornecida informação e aconselhamento sobre mercados externos. Numa segunda fase, o Sistema de Apoio à Promoção de Produtos Açorianos (SAPPA) tem por finalidade apoiar o escoamento, comercialização e promoção de produtos açorianos. Por fim, e através da Marca Açores será possível promover uma marca global de referência”, explica Lara Martinho.
Aliás, esse é um dos grandes desafios não só deste projeto, mas de toda a estratégia económica da Região – a valorização de uma marca global de referência, tendo em vista induzir valor acrescentado aos produtos e serviços açorianos e aumentar a respetiva penetração nos mercados interno e externo.
Para já, estas cinco empresas pretendem levar os seus produtos ao mercado madeirense na perspetiva de “testar estas cadeias primeiro antes de se aventurarem em mais destinos”. Mas a responsável admite que “estando o trabalho feito será reproduzível para outros mercados facilmente”, finaliza.
2014-03-19
